Obsolescência e substituição

Obsolescência e substituição

A primeira falha de desgaste do meu notebook foi na duração da bateria, que foi encurtando até durar apenas dois ou três minutos fora da tomada. Um dia parou de ligar de vez e, após alguns minutos de pânico, descobri que funcionava normalmente depois de remover as células de bateria. Pensei “tudo bem, agora até ficou mais leve” e não me preocupei mais. Depois foi uma falha no disco rígido que deixou o Windows 7 e até mesmo o Ubuntu da outra partição lentos e com travamentos ocasionais. Formatei na hora sem preocupações já que meu backup estava atualizado e íntegro. Pensei “tudo bem, não sei o motivo da falha mas agora está funcionando, que é o que importa” e não me preocupei mais. Um dia o pino do conector da fonte quebrou. Pensei “tudo bem, tenho uma fonte reserva do notebook antigo”, passei a usá-la e de novo não me preocupei mais. Há pouco tempo o teclado parou de funcionar. Numa noite estava tudo certo, na manhã seguinte ao ligar nenhuma tecla pressionada dava resposta na tela. Desmontei, reconectei e nada. Comprei outro teclado, instalei e pensei “tudo bem, deve ser um desgaste natural” mas não consegui deixar de me preocupar com outros desgastes silenciosos que eu não tinha conhecimento. De algumas semanas pra cá ele começou a dar dores de cabeça ocasionais para ligar, algumas vezes também para desligar. 20 minutos de boot inicial quase passaram a ser rotina. Pensei “começaram os últimos dias” e fiquei bem preocupado. Hoje ele foi além e exigiu um checkdisk que durou mais de quatro horas. Ao final, o boot levou quarenta minutos. Agora está funcionando, mas o LED de atividade do disco rígido praticamente não apaga, indicando alguma atividade anormal acontecendo. Pensei reformatar novamente, ou em comprar outro disco rígido, pensei também em quanto mais iria gastar em possíveis novas substituições. Considerei os quatro anos de uso intenso que fiz do equipamento, sendo que em três deles devo tê-lo desligado só uma meia dúzia de vezes, sempre deixando em hibernação. Acabei decidindo por um notebook novo. Não era um movimento planejado para agora, mas o notebook é meu moneymaker e não posso trabalhar sem confiança na ferramenta. Enquanto aguardo a entrega apelo para o pensamento positivo para que a máquina aguente até lá; por via das dúvidas não irei mais desligá-la.